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IFC investe US$ 288 milhões na Usina Termoelétrica GNA I para Apoiar a Diversificação da Matriz Energética Brasileira


Patricia Carvalho, IFC
Tel.: +55 11 5185-6873
E-mail: pcarvalho@ifc.org

Carla Assemany, GNA
Tel.: +55 21 2102-7909
E-mail: carla.assemany@gna.com.br

São Paulo, 3 de abril de 2019 – A IFC, membro do Grupo Banco Mundial, está concedendo um empréstimo de US$ 288 milhões por 15 anos para a UTE GNA I Geração de Energia (GNA I) para o desenvolvimento, construção e operação de uma usina termelétrica integrada de gás natural liquefeito (GNL) em Porto de Açu, no Estado do Rio de Janeiro, Brasil. O projeto está sendo desenvolvido pela GNA (Gás Natural Açu), uma joint venture entre Prumo Logística, BP e Siemens, dedicada à estruturação, implementação e operação de projetos sustentáveis de gás e energia.

O projeto GNA I, cuja operação comercial está prevista para iniciar em 2021, consiste em uma usina integrada de energia elétrica de 1,3 GW com alimentação por turbina a gás de ciclo combinado (CCGT), um terminal marítimo de importação de GNL e uma linha de transmissão, além da expansão de uma subestação existente que ligará a usina ao Sistema Interligado Nacional (SIN), rede elétrica do Brasil. O projeto é parte do maior complexo termelétrico a gás natural da América Latina, que está sendo construído pela GNA no Porto de Açu.

O investimento da IFC na GNA I apoiará a diversificação da matriz energética do Brasil, aumentando a resiliência do sistema, promovendo a segurança energética e contribuindo para uma energia confiável e acessível. Com o melhor índice de eficiência da categoria, a GNA I também substituirá as usinas termelétricas a carvão e outras com alta emissão de carbono, reduzindo assim a pegada de carbono do Brasil em cerca de 139 mil toneladas de emissões equivalentes de CO2 por ano.

As usinas hidrelétricas representam aproximadamente 70% da capacidade de geração energética do Brasil, e as longas secas dos últimos anos mostraram a necessidade de uma combinação mais flexível e confiável das fontes de geração de energia. A GNA I é projetada para produzir energia durante a estação seca e quando o sistema mais precisa dela, permitindo o reabastecimento dos reservatórios hídricos e promovendo uma maior integração de fontes renováveis de energia, como a solar e a eólica.

Além de ser uma usina elétrica altamente eficiente e flexível, a GNA I é o passo inicial para o desenvolvimento do primeiro polo de gás natural privado totalmente integrado no Brasil, e um dos poucos na América Latina. O desenvolvimento deste polo é fundamental para aumentar a competitividade do setor de gás natural do Brasil, que recentemente foi aberto ao investimento privado.

“Hoje é um dia marcante para a GNA, pois celebramos a assinatura do financiamento da IFC para a UTE da GNA I. Estamos construindo um projeto estruturante, que, atualmente, emprega 2.500 pessoas, sendo cerca de 70% de moradores locais, e contribuirá para a diversificação da matriz energética brasileira”, afirma Bernardo Perseke, diretor presidente da GNA. O executivo acrescenta que "o apoio dos nossos financiadores confirma a relevância do nosso projeto para o país e nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável e respeito às comunidades locais".

Além do empréstimo da IFC em moeda local equivalente a US$ 288 milhões, o pacote de financiamento da GNA I inclui um empréstimo de R$ 1,76 bilhão (equivalente a aproximadamente US$ 475 milhões) do BNDES, estruturado em uma parceria com o KfW IPEX-Bank, responsável pelo financiamento de projetos internacionais e exportações do Grupo KfW. O KfW IPEX-Bank, por sua vez, é apoiado pelo Euler Hermes Aktiengesellschaft, a agência  alemã de crédito à exportação.

“Uma matriz energética sustentável, e adaptável a variações sazonais é fundamental para a competitividade e o crescimento econômico do Brasil a longo prazo”, disse Lance Crist, executivo sênior do departamento de investimentos em infraestrutura da IFC. “A IFC vê a capacidade energética do GNL como uma prioridade estratégica global para apoiar os países no acesso e integração com os mercados globais de energia, reduzindo as emissões de carbono das redes elétricas e favorecendo uma maior diversificação da energia renovável”.

A GNA I é o terceiro investimento da IFC em energia à base de GNL na América Latina, depois da AES Cólon no Panamá e do Porto de Sergipe da CELSE no Brasil. O investimento em GNL foi apontado como um objetivo estratégico global para a IFC para apoiar os países na redução das emissões de carbono das redes elétricas, favorecendo uma maior integração das energias renováveis e diversificando a geração.

Sobre a IFC
A IFC, instituição irmã do Banco Mundial e membro do Grupo Banco Mundial, é a maior instituição de desenvolvimento do mundo voltada para o setor privado em mercados emergentes. Trabalhando com mais de 2.000 empresas em todo o mundo, usamos nosso capital, expertise e influência para criar mercados e oportunidades nas áreas mais difíceis do mundo. No exercício fiscal de 2018, nossos investimentos de longo prazo nos países em desenvolvimento alcançaram mais de US$ 23 bilhões, alavancando a força do setor privado para erradicar a pobreza extrema e estimular a prosperidade compartilhada. Para mais informações, visite www.ifc.org

Sobre a GNA
A GNA – Gás Natural Açu - é uma joint venture formada pela Prumo Logística, a BP e a Siemens dedicada ao desenvolvimento, implantação e operação de projetos estruturantes e sustentáveis de energia e gás. A empresa constrói no Porto do Açu (RJ) o maior parque termelétrico a gás natural da América Latina.  O projeto compreende a implantação de duas térmicas movidas a gás natural (GNA I e GNA II) que, em conjunto, alcançarão 3 GW de capacidade instalada. Juntas, as duas térmicas irão gerar energia suficiente para atender cerca de 14 milhões de residências. Além das térmicas, o projeto compreende um Terminal de Regaseificação de GNL (Gás Natural Liquefeito), de 21 milhões de metros cúbicos/dia.

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